Quem vende a prazo pelo próprio carnê decide o peso de cada critério. A política de score pondera tempo de relacionamento, pagamento em dia e frequência de compra, com um padrão pronto que a empresa rebalanceia conforme o público que atende; a política de crédito define o limite concedido, no percentual do salário mínimo e nos critérios que o mercado de crediário usa. As duas são versionadas, então a análise feita em janeiro continua explicável em dezembro.
A lista de clientes mostra a carteira um a um — score atual, limite bruto e por parcela, status do crédito, total vencido, a vencer e utilizado. O painel abre a carteira inteira: aging por faixa de dias, atraso médio, inadimplência separada por grupo de score, concentração de risco e receita já comprometida, além de quem está comprando e quem simplesmente parou.
A renegociação da dívida gera um novo parcelamento com ou sem juros, e é aqui que o tratamento contábil precisa estar certo: a venda já entrou como receita quando aconteceu, então o acordo não a lança de novo — o não recebido vira perda e o recuperado depois entra integralmente como lucro. Sistema que trata o acordo como venda nova soma a mesma mercadoria duas vezes, e o DRE mostra um crescimento que não existiu.
Todo o crediário é Premium. Sem política versionada ninguém reconstitui por que aquele cliente foi aprovado, e limite decidido caso a caso no balcão é o começo da inadimplência.
Recursos
- Clientes — a carteira um a um, com limite, score e o que está vencido
- Dashboard — inadimplência, quem parou de comprar e quanto se recebe
- Política Score — a pontuação do cliente, ponderada pela própria loja
- Política Crédito — o limite concedido, pela regra que a empresa define